O consumo de beldroega pode melhorar a cognição

 A Beldroega (Portulaca oleracea) é uma planta típica de regiões tropicais e subtropicais, que tem ganhado destaque entre as publicações científicas pelas suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, que podem ser utilizadas para o tratamento e redução do risco de diversas doenças1. Para justificar esta importância, sua composição nutricional conta com flavonoides, alcaloides, terpenoides, polissacarídeos, esteróis e ômega 3 – componentes relatados como protetores da oxidação em material genético e moduladores de enzimas antioxidantes2.

Por estas ações, os componentes da Beldroega são sugeridos para a proteção do sistema nervoso central. Recentemente, um estudo identificou que o tratamento com a Beldroega reduz, de forma significativa, as concentrações de fator de necrose tumoral (TNF-alfa), em ratos induzidos a neuroinflamação por lipopolissacáride (LPS) – podendo melhorar parâmetros cognitivos, como a memória3.

Com isso, a Beldroega pode reduzir o risco de doenças do sistema nervoso central. Um estudo realizado em modelo animal mostrou que a administração de Beldroega gera mudanças bioquímicas que previnem danos cerebrais, em ratos induzidos a neurodegeneração. Assim, os autores concluem que a Beldroega pode ser considerada como um agente neuroprotetor, podendo prevenir doenças prevalentes como a doença de Parkinson4.

De forma complementar, um estudo realizado em ratos mostrou que a Beldroega pode aumentar a expressão gênica de eritropoetina, e este mecanismo pode reduzir o risco de hipóxia em nível cerebral – condição que aumenta o risco de problemas neurológicos – uma vez que esta proteína é essencial para a síntese de hemoglobinas, que transportam oxigênio 5.

Suas folhas podem ser consumidas de forma segura, no entanto, devem passar por um processo de cocção para reduzir a concentração de compostos anti-nutricionais6. Assim, a Beldroega pode ser mais uma estratégia para reduzir a prevalência de doenças que prejudicam nossa qualidade de vida e interferem na longevidade.

   Referências Bibliográficas:

  1. XHOU, Y.X.; XIN, H.L.; RAHMAN, K. et al. Portulaca oleracea: a review of phytochemistry and pharmacological effects. Biomed Res Int; 2015:925631,2015.
  2. BEHRAVAN, J.; MOSAFA, F.; SOUDMAND, N. et al. Protective effects of aqueous and ethanolic extracts of Portulaca oleracea aerial parts on H2O2-induced DNA damage in lymphocytes by comet assay. J Acupunct Meridian Stud.; 4(3):193-7,2011.
  3. NOORBAKHSHNIA, M.; KARIMI-ZANDI, L. Portulaca oleracea prevents lipopolysaccharide- induced passive avoidance learning and memory and TNF-alfa impairments in hippocampus of rat. Physiol Behav; 169:69-73,2017.
  4. MONEIM, A.A.E. The neuroprotective effects of purslane (Portulaca oleracea) on rotenone-induces biochemical changes and apoptosis in brain of rat. CNS Neurol Disord Drug Targets; 12(6):830-41, 2013.
  5. WANYIN, W. LIWEI, D.; LIN, J. et al. Ethanol extract of Portulaca oleracea protects against hypoxia-induced neuro damage though modulating endogenous erythropoietin expression. J Nutr Biochem; 23(4):385-91,2012.
  6. UDDIN, M.K.; JURAIMI, A.S.; HOSSAIN, M.S. et al. Purslane weed (Portulaca oleracea): a prospective plant source of nutrition, omega 3 fatty acid, and antioxidant attributes. Scientific World Journal; 2014:951019,2014.

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