A alimentação na melhora da constipação intestinal

A constipação intestinal é caracterizada por uma alteração do trânsito do intestino grosso, com diminuição do número de evacuações, fezes endurecidas e esforço à defecção.

Devido à rotina dos dias atuais, os hábitos alimentares mudaram e o consumo de fibras está bem abaixo da recomendação diária.  As fibras alimentares fazem parte dos carboidratos e são classificadas em solúveis e insolúveis. As fibras solúveis possuem o efeito de retardar o esvaziamento gástrico, a absorção de lipídios, aumentar o volume e a maciez das fezes. Já as fibras insolúveis têm como finalidade acelerar o trânsito intestinal, portanto, são as mais indicadas para o tratamento da obstipação intestinal. A recomendação é o consumo de 20 a 35 g de fibra alimentar diariamente. Grãos integrais, feijões, ervilha, raízes vegetais e algumas frutas como mamão, manga, abacaxi, laranja e ameixa são bons exemplos de alimentos com a característica de auxiliar no funcionamento do intestino.

Outro fator importante é a ingestão hídrica. Consumir uma quantidade adequada de líquidos todos os dias é fundamental para que as fibras possam agir alterando o peso e a maciez das fezes, facilitando a formação do bolo fecal e o peristaltismo.

Além do aumento no consumo de fibras e da ingestão hídrica, é necessário avaliar se o intestino é realmente saudável. O quadro de disbiose intestinal, ou seja, o desequilíbrio entre a microbiota saudável e a patogênica (com aumento desta última), está relacionado com o quadro de constipação. Dessa forma, alimentos com elevado potencial alergênico como os laticínios, o glúten, a soja, e alimentos ricos em carboidratos simples como doces, chocolates e bebidas industrializadas devem ser evitados para que seja restabelecido o equilíbrio intestinal. Ainda, a suplementação de probióticos na dieta irá acelerar a modulação da flora do intestino. Porém, é necessário sempre o acompanhamento nutricional para a obtenção de resultados positivos.

A nutrição funcional prioriza uma alimentação que viabilize a boa saúde intestinal, pois a partir disso podemos evitar a ocorrência de patologias que já sabemos ter origem em desequilíbrios na integridade do intestino.

Referências Bibliográficas:

  1. CUPPARI, L. Nutrição: nutrição clínica no adulto. Ed. Manole, São Paulo, 2002.
  2. PASCHOAL, V.; NAVES, A.; DA FONSECA, A. B. B. L. Nutrição Clínica Funcional: dos princípios à prática clínica. 1ª ed., VP Editora, São Paulo, 2007.
  3. MEERVELD, B.G; JOHNSON, A.C.; GRUNDY, David. Gastrointestinal Physiology and Function.Handbook Of Experimental Pharmacology; 1-16, 2017.
  4. PETERS, S.A. et al. Constipation-Predominant Irritable Bowel Syndrome Females Have Normal Colonic Barrier and Secretory Function.The American Journal Of Gastroenterology; 2017.
  5. COSTILLA, V.C.; FOXX-ORENSTEIN, A.E.. Constipation in Adults: Diagnosis and Management.Current Treatment Options In Gastroenterology; 12(3):310-21, 2014.
  6. WEBER, T. K. et al. Dietary Fiber Mixture in Pediatric Patients With Controlled Chronic Constipation.Gastroenterology; 58(3):297-302, 2014.

 

Você também pode gostar de: