Castanha do baru

As castanhas de baru são ricas em proteína, lipídios, fibras, ferro e zinco. Suas sementes possuem ação antioxidantes e possuem também ácidos graxos poli-insaturados. O baru pode ser considerado um fruto com elevada qualidade nutricional, sua composição possui nutrientes essenciais para o funcionamento adequado das funções homonais, imunológica, antioxidante e cardiovascular.

                            

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O Kombucha é uma bebida preparada a partir da infusão ou decocção de plantas – como a Camellia sinensis - em associação a uma colônia bacteriana de Kombucha, conferindo atuação probiótica em nosso organismo.  Desta forma, seu consumo tem sido relacionado com melhora da saúde intestinal1-3.

Além da presença de bactérias probióticas, os compostos fenólicos da bebida também são responsáveis pelo efeito benéfico na saúde intestinal. Um recente estudo mostrou que a concentração de compostos fenólicos – especialmente a catequina – exerceu efeito bactericida, mediado por danos nas membranas das bactérias patogênicas, potencializando o efeito modulador da microbiota4.

Ainda, o Kombucha tem sido proposto como agente antioxidante. Em um estudo em ratos induzidos à obesidade por meio de dieta hiperlipídica e com altos teores de frutose observou-se que a administração de kombucha reduziu o estresse oxidativo, com redução de peroxinitrito. Além desta interessante contribuição, os autores também constataram melhora do perfil glicêmico, concomitante à redução da atividade de enzimas que participam do metabolismo de carboidratos – como a alfa amilase e alfa glicosidase5.

Para complementar, outro estudo experimental mostrou que a administração de Kombucha, além de reduzir o estresse oxidativo, reduziu as concentrações de colesterol total e melhorou as atividades do fígado e dos rins, em comparação ao grupo que não recebeu a intervenção6.

Embora ainda não seja evidente a atuação do kombucha em estudos clínicos, sabe-se que seus efeitos metabólicos podem ser interessantes para melhora da saúde intestinal e redução do risco de doenças, quando seu consumo for associado a bons hábitos alimentares e de vida.

Referências Bibliográficas:

1-ERNST, E. Kombucha: a systematic review of the clinical evidence. Forsch Komplementarmed Klass Naturheikd; 10(2):85-7, 2003.

2-NGUYEN, N.K.; DONG, N.T.; NGUYEN, H.T. et al. Lactic acid bactéria: promising supplements for enhancing the biological activities of kombucha. Springerplus; 4:91, 2015.

3-VILLARREAL-SOTO, S.A.; BEAUFORT, S.; BOUAJILA, J. et al. Understanding Kombucha tea fermantation: a review. J Food Sci; 83(3):580-588, 2018.

4-BHATTACHARYA, D.; GHOSH, D.; BHATTACHARYA, S. et al. Antibacterial activity of polyphenolic fraction of Kombucha against Vibrio cholerar: targeting cell membrane. Lett Appl Microbiol; 6(2):145-152, 2018.

5-GAMBOA-GÓMEZ, C.I.; SIMENTAL-MENDÍA, L.E.; CONZÁLEZ-LAREDO, R.F. et al. In vitro and in vivo assessment of anti-hyperclycemic and antioxidante effects of oak leaves (Quercus convallata and Quercys arizonica) infusions and fermented beverages. Food Res Int; 102:690-699, 2017.

6-BELLASSOUED, K.; GHRAB, F.; MAKNI-AYADI, F. et al. Protective effect of kombucha on rats fed a hypercholesterolemic diet is mediated by its antioxidante activity. Pharm Biol; 53(11):1699-709, 2015.

Benefícios do Kombucha

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A obesidade é uma doença crônica metabólica que teve sua prevalência aumentada nos últimos anos, justificada por diversos fatores que envolvem o estilo de vida – como má alimentação e sedentarismo. Estima-se que cerca de 40% da população mundial já apresenta excesso de peso, e este dado alarmante faz com muitos pesquisadores tenham maior interesse por estratégias nutricionais que possam minimizar as causas e consequências desta doença1,2.

Os ácidos graxos ômega 3 podem contribuir com a redução do risco das morbidades associadas à obesidade, pelo efeito anti-inflamatório que reduz atividade de vias adipogênicas1,2. Ainda, análise em nível celular de pré-adipócitos identificou que a administração de ômega 3 aumentou termogênese de células marrons, por modulação de microRNAs associados a este processo, favorecendo a redução do risco de obesidade3.

De forma clínica, este benefício foi verificado em um estudo randomizado, realizado com 177 indivíduos obesos, que após a administração de suplementação com ômega 3 por 12 semanas, tiveram redução significativa da área de gordura visceral, em comparação ao grupo que recebeu o placebo4.

Para complementar, um estudo realizado com 15 indivíduos sobrepesos ressalta que a intervenção com ômega 3 é mais eficiente para a perda de peso quando associada a um programa de atividade física e bons hábitos alimentares5. Desta forma, o consumo de fontes de ômega 3 pode ser uma interessante estratégia para redução do risco de obesidade, em associação a um contexto saudável.

Além das fontes convencionais – como peixes e frutos do mar -, o ômega 3 também está presente em alimentos de origem vegetal como a beldroega – planta alimentícia não convencional encontrada em diversas regiões do Brasil, que facilmente pode fazer parte de refeições como uma hortaliça, contribuindo com a nossa saúde.

Referências Bibliográficas:

1-PAHLAVANI, M.; RAMALHO, T.; KOBOZIEV, I. et al. Adipose tissue inflammation in insulin resistance: review of mechanisms mediating anti-inflammatory effects of omega-3 polyunsaturates fatty acids. J Investig Med; 65(7):1021-1027,2017.

2-ROMBALDOVA, M.; JANOVSKA, P.; KOPECKY, J. et al. Omega-3 fatty acids promote fatty acid utilization and production of pro-resolving lipid mediators in alternatively activated adipose tissue macrophages. Biochem Biophys Res Commun; 490(3):1080-1085,2017.

3-KIM, J.; OKLA, M.; ERICKSON, A. et al. Eicosapentaenoic acid potentiates brown thermogenesis through FFAR4-dependent Up-regulation of miR-30b and miR-378. J Biol Chem; 291(39):20551-62,2016.

4-SAITO, S.; FUKUHARA, I.; OSAKI, N. et al. Consumption of alpha-linolenic acid-enriched diacylglycerol reduces visceral fat area in overweight and obese subjects: a  randomized, double-blind controlled, parallel-group designed trial. J Oleo Sci; 65(7):603-11,2016.

5-HAGHRAVAN, S.; KESHAVARZ, S.A.; MAZAHERI, R. et al. Effect of omega-3 PUFAs supplementation with lifestyle modification on anthropometric indices and Vo2 max in overweight women.Arch Iran Med; 19(5):342-7,2016.

6-PETROPOULOS, S.A.; KARKANIS, A.; FERNANDES, A. et al. Chemical composition and Yield of six genotypes of common purslane (Portulaca oleracea L.): An alternative source of ômega-3 fatty acids. Plants Foods Hum Nutr; 70(4):420-6,2015.

Fontes de ômega 3 podem reduzir a inflamação no tecido adiposo