Ômega-7 & seu efeito anti-inflamatório

O ácido palmitoleico é um ácido graxo ômega 7, que tem ganhado destaque nas publicações científicas por ser considerado um potente anti-inflamatório. Como mecanismo, sugere-se que este ácido graxo aumenta a expressão gênica de PPAR-α (Receptor ativado por proliferadores de peroxissoma alfa) – um inibidor de NFkB (fator nuclear kappa B), reconhecido por aumentar a inflamação celular1. Além disso, o ácido palmitoleico atua como um importante sinalizador de reações metabólicas em adipócitos2.

            Desta forma, alguns estudos propõem o seu consumo para a redução do risco de doenças inflamatórias e metabólicas3. Um estudo realizado em ratos obesos mostrou que a administração de ácido palmitoleico, por 12 semanas, promoveu melhora da sensibilidade à insulina, uma vez que este ácido graxo regula a cascata fosforilativa mediada pelo hormônio em questão4.

Este benefício também já foi verificado de forma clínica. Um estudo realizado com 17 indivíduos mostrou positiva correlação entre as concentrações plasmáticas de ácido palmitoleico e melhora da sensibilidade à insulina. Assim, sugere-se o consumo de ômega 7 para a redução deste gatilho relacionado com diabetes e outras doenças metabólicas5.

            Ainda, um estudo realizado com 20 pacientes diagnosticados com colite ulcerativa indicou que a suplementação de ácido palmitoleico – por 8 semanas – foi responsável por redução significativa de Interleucina 6 (citocina relacionada com o quadro inflamatório da doença). Para complementar, os autores observaram aumento na expressão gênica de HNF4-g (fator nuclear 4 gama de hepatócito) e HNF-a (fator nuclear alfa de hepatócito), proteínas que também estão envolvidas na resposta imunológica desta condição6.

            Os ácidos graxos ômega 7 podem ser encontrados em algumas oleaginosas – como a macadâmia – e em alguns alimentos de origem marinha. De forma equilibrada, estes ácidos graxos podem fazer parte da alimentação, promovendo seus benefícios em nosso equilíbrio orgânico.

           

Referências Bibliográficas

  1. SOUZA, C.O.; TEIXEIRA, A.A.; BIONDO, L.A. et al. Palmitoleic acid reduces the inflammation in LPS stimulated macrophages by inhibition of NFkB, independently of PPARs. Clin Exp Pharmacol Physiol; 2017. doi: 10.1111/1440-1681.12736.
  2. PASSOS, M.E.; ALVES, H.H.; MOMESSO, C.M. et al. Differential effects of palmitoleic acid in human lymphocyte proliferation and function. Lipids Health Dis; 15(1):217, 2016.
  3. FRIGOLET, M.E.; GUTIÉRREZ-AGUILAR, R. The role of the novel lipokine palmitoleic acid in health and disease. Adv Nutr; 8(1):173S-181S, 2017.
  4. SOUZA, C.O.; TEIXEIRA, A.A.; BIONDO, L.A. et al. Palmitoleic acid improves metabolic functions in fatty liver by PPAR-alfa dependent AMPK activation. J Cell Physiol;doi: 10.1002/jcp.25715.
  5. KRATZ, M.; MARCOVINA, S.; NELSON, J.E. et al. Dairy fat intake is associated with glucose tolerance, hepatic and systemic insulin sensitivity, and liver fat but not beta-cell function in humans. Am J Clin Nutr; 99(6):1385-96, 2014.
  6. BUENO-HERNANDEZ, N.; SIXTO-ALONSO, M.S.; MILKE, M.D.G. et al. Effect of Cis-palmitoleic (an ômega-7 fatty acid) supplementation on inflammation and expression of HNF4-γ, HNF4-α and IL-6 in patients with ulcerative colitis: a double-blind, randomized pilot study. Minerva Gastroenterol Dietol; 2017. doi: 10.23736/S1121-421X.17.02367-4.

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