Qualidade nutricional e problemas emocionais: quais os principais alimentos?

Os distúrbios emocionais afetam grande parte da população, sendo associados a diversos fatores genéticos e ambientais, como a má alimentação. Desta forma, muitos pesquisadores mostram que a qualidade nutricional da alimentação é imprescindível para a redução do risco e evolução destas condições1-3.

Para mostrar esta correlação, um estudo realizado com 171 participantes, orientados ao consumo de frutas e vegetais de forma regular, indicou melhora no humor, vitalidade e motivação após o período de intervenção, correspondente a 14 dias4. Estes resultados podem ser justificados pela presença de nutrientes e compostos bioativos – como a vitamina C e carotenoides – que auxiliam na modulação de neurotransmissores atrelados aos distúrbios emocionais 2,3.

Recentemente, uma revisão sistemática meta-analítica também apresentou resultados promissores, ao verificar 24 estudos sobre o tema. Neste estudo, os autores identificaram que o consumo de peixes e vegetais também contribui com a redução do risco e evolução de depressão – uma das condições neurológicas mais prevalentes no mundo5.

Ainda, outro análise conduzida com 64 estudantes que foram orientados ao consumo de nozes por 6 semanas, mostrou que a intervenção promoveu tendência de melhora em sintomas relacionados ao humor, verificada por um questionário aplicado no início e final das análises. Os autores explicam estes resultados pela presença de vitamina E, ácido fólico, ômega 3 e compostos fenólicos nesta oleaginosa, que atuam como potentes neuroprotetores6.

Por meio destes resultados, o consumo de frutas, verduras, legumes, oleaginosas e peixes pode ser uma interessante estratégia para melhorar o humor e reduzir o risco de problemas emocionais.  A qualidade nutricional sempre deve ser levada em consideração, promovendo mais saúde e qualidade de vida para a população.

Referências Bibliográficas:

1-MENEZES, I.C.; VON WERNE BAES, C.; LACCHINI, R. et al. Genetic biomarkers for differential diagnosis of major depressive disorder and bipolar disorder: a systematic and critical review. Behav Brain Res; 17:30364-9,2018.

2-MARTÍNEZ-GONZÁLEZ, M.A.; SÁNCHEZ-VILLEGAS, A. Food patterns and the prevention of depression. Proc Nutr Soc; 75(2):139-46,2016.

3-LIBUDA, L.; ANTEL, J.; HEBEBRAND, J. et al. Nutrition and mental diseases: focus depressive disorders. Nervenarzt; 88 (1): 87-101,2017.

4-CONNER, T.S.; BROOKIE, K.L.; CARR, A.C. et al. Let them eat fruit! The effect of fruit and vegetable consumption on psychological well-being in young adults: a randomized controlled trial. PLoS One; 12(2):e0171206,2017.

5-MOLENDJK, M.; MOLERO, P.; ORTUÑO SÁNCHEZ-PEDRÑO, F. et al. Diet quality and depression risk: a systematic review and dose-response meta-analysis of prospective studies. J Affect Disord; 226:346-354,2018.

6-PRIBIS, P. Effects of walnut consumption on mood in young adults – a randomized controlled trial. Nutrients; 8(11): E668,2016.

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