Como o exercício pode melhorar a resistência à insulina

            A resistência à insulina é uma condição caracterizada pela dificuldade de atuação do hormônio em células dependentes, fato que prejudica sua função fisiológica que engloba aumentar a disponibilidade de glicose e ativação de vias anabólicas e anti-catabólicas, principalmente1,2.

            O exercício físico é relatado como uma das principais formas de amenizar os efeitos adversos da resistência à insulina. Esta correlação é justificada pelos estímulos que ocorrem durante a prática de exercícios, que conferem maior sensibilidade à insulina, especialmente pela ativação de cascatas fosforilativas associadas ao hormônio1,2.

            Em estudo conduzido com atletas japonesas, observou-se que exercícios de endurance melhoram a resistência à insulina em tecido adiposo e em tecido muscular. De forma contrária, mulheres não atletas que participaram do estudo não tiveram este resultado, quando submetidas aos testes relacionados ao metabolismo glicídico3.

            Exercícios de alta intensidade também são associados à melhora da sinalização e funções fisiológicas da insulina4. Uma análise clínica realizada com 13 indivíduos obesos e com diagnóstico de diabetes tipo 2, que realizaram um programa de exercícios de alta intensidade por 6 semanas, mostrou efetividade da conduta, observada pelo aumento de adiponectina – marcador anti-inflamatório, que apresenta-se reduzido na resistência à insulina5.

            A alimentação saudável é tão importante quanto a prática de exercícios para melhorar estes parâmetros. Há inúmeros estudos que indicam que alguns alimentos, quando consumidos de forma regular e em um contexto saudável, promovem melhora da sinalização da insulina, bem como de suas atuações fisiológicas. Dentre os alimentos estudados, destacam-se as frutas, verduras, legumes, óleos vegetais ricos em ômega 9 – como azeite de oliva – e as oleaginosas6.

            Por meio destas evidências, fica clara a importante atuação do exercício físico e alimentação saudável, reduzindo o risco das morbidades associadas à resistência à insulina.

 

Referências Bibliográficas

1-FEDEWA, M.V.; GIST, N.H.; EVANS, E.M. et al. Exercise and insulin resistance in youth: a meta-analysis. Pediatrics; 133(1): e163-74, 2014.

2-WU, C.; JIANG, F.; WEI, K. et al. Exercise activates the P13K-AKT signal pathway by decreasing the expression of 5 alfa reductase type 1 in PCOS rats. Sci Rep; 8(1):7982, 2018.

3-KOTAOKA, K.; TAKEUCHI, M.; TSUBOI, A. et al. Increased adipose and muscule insulin sensitivity without changes in serum adiponectin in Young female collegiate athletes. Metab Syndro Relat Disord; 15(5): 246-251, 2017.   

4-PALEY, C.A.; JOHNSON, M.I. Abdominal obesity and metabolic syndrome: exercise as medicine? BMC Sports Sci Med Rehabil; 2018. doi: 10.1186/s13102-018-0097-1.

5-FEALY, C.E.; NIEUWOUDT, S.; FOUCHER, J.A. et al. Functional high intensity exercise training ameliorates insulin resistance and cardiometabolic risk factors in type 2 diabetes. Exp Physiol; 2018. doi: 10.1113/EP086844     

6- NICHLSON, T.; CHURCH, C.; BAKER, D.J. et al. The role of adipokines in skeletal muscle inflammation and insulin sensitivity. J Inflamm; 2018. doi: 10.1186/s12950-018-0185-8

 

Você também pode gostar de: